sábado, 1 de novembro de 2008

mas a justiça também existe

No caso do "tele-evangelista" Jippy Doyle, intitulado "Pastor Dr." aqui de Barbados, houve ontem a condenação a 10 anos de cadeia por ter mantido relações com uma criança de 13 anos, usando o o fato de ser pastor, abusando de seu cargo para cometer um crime. Infelizmente ele não mostra sinais de remorsos, o que o torna um indivíduo perigoso para a sociedade, apesar de protegido por "Deus e sua comunidade"... A cara de felicidade do criminoso é revoltante.
Esta notícia saiu no Nationews.com daqui hoje:


TEN FOR JIPPY

by HEATHER-LYNN EVANSON

THE BETRAYAL OF TRUST, making up a file intended to besmirch the good name of a 13-year-old girl, and the "contemptuous way" in which Pastor Dr Jippy Doyle threw a bag of sweets and $20 at her landed him behind bars for a decade yesterday.

"This case is about the betrayal of trust and confidence," Justice Margaret Reifer declared yesterday. "[The girl] was 13 years old at the time and she was entitled to have faith and trust in her reverend.

"Her mother," the judge said, "should have been safe in the belief that her children were safe and protected in your care."

The former televangelist took his jail term stoically and even smiled to some of his followers as he was led back to the cells. His only moment of seeming concern was when Justice Reifer told him the maximum penalty for rape was life behind bars.

Then, he briefly looked at his counsel Sir Richard Cheltenham before returning his gaze to the judge.

The matter was prosecuted by Director of Public Prosecutions Charles Leacock, QC, and Crown Counsel Elwood Watts.

A handful of Doyle's supporters turned out in the court yard yesterday, to see the man who had led them for the past ten years.

"Are you clearing the way for the king?" one of his followers asked a lawman who was removing onlookers.

Doyle, 39, who is in charge of Dominion Life Centre in Haggatt Hall, St Michael, and Winners Church International in The City, was back in court yesterday, to be sentenced after he was convicted, in July, of raping a then 13-year-old child, a former parishioner, on May 12, 2001.

Justice Reifer told the pastor the seriousness with which the legislature and people in society viewed rape was reflected in the severity of the penalty laid down.

"Rape committed in the circumstances where the perpetrator was in a position of responsibility towards the victim is a significant aggravating factor which is heavily compounded by the victim's young age.

"The contemptuous and contemptible act of thereafter giving to this young girl a bag of sweets and $20 does not redound to your benefit. Also evident is the fact that this rape was carefully planned. The facts show that careful attention was paid by you to sending the victim's mother on an errand to Bridgetown, which served to ensure that her young children, in particular her 13-year-old daughter, were left vulnerable to your predatory intentions.

"This court views also with great disfavour the egregious attempt to besmirch the character and reputation of a 13-year-old girl by the compilation and production of what was termed a church file," said Justice Reifer.

"There has been no expression of remorse," she added.

The judge went on to say that even though there were mitigating factors, like Doyle's previously clean record, his favourable pre-sentencing report and the fact that the case took seven years to get to the High Court, the aggravating factors were significant and were "not outdone" by the mitigating factors.

O mundo é cruel

O mundo é cruel. O que a gente achava ser coisa da Idade Média, ainda hoje é considerado normal em algumas cabeças. Veja o caso desta criança de 13 anos... Fico sem palavras quando confrontado com fatos tão cruéis. Ninguém na Somália apedrejará estes três homens e os membros do governo que não impediram este crime? E tudo isto feito de acordo "com a vontade de Deus", já que está escrito em suas leis... escritas por homens que se diziam "inspirados" por força divina. E não adianta culpar o islamismo, na bíblia dos cristãos há "ordens divinas" que também são crudelíssimas. Uma irracionalidade criminosa seguir estes "desejos divinos".
A notícia foi publicada hoje pela Agência Estado no seguinte endereço: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int270772,0.htm

Menina somali que denunciou estupro morre apedrejada
AE-AP - Agencia Estado
MOGADÍCIO - Uma menina de 13 anos que havia sido estuprada por três homens foi apedrejada até a morte na Somália, depois de ser condenada por "adultério". De acordo com a Anistia Internacional e com a imprensa somali, a execução aconteceu em 27 de outubro, num estádio com cerca de mil espectadores, na cidade portuária de Kismayo.


A menina, identificada como Aisha Ibrahim Duhulow, foi presa pela milícia islâmica que controla Kismayo, depois de acusar três homens de estupro. O governo da Somália não respondeu a pedidos para que ela fosse libertada. "Essa criança sofreu uma morte horrorosa nas mãos da oposição armada que atualmente controla Kismayo", disse David Copeman, ativista da Anistia Internacional a cargo das campanhas em favor dos direitos humanos na Somália.

O país, de 8 milhões de habitantes, é um dos mais pobres do mundo e vive uma guerra civil constante desde 1991, quando várias milícias se uniram para derrubar uma ditadura militar e depois voltaram-se umas contra as outras. Grupos islâmicos armados, alguns deles ligados à organização terrorista Al-Qaeda, vêm combatendo tropas do governo e de sua aliada, a vizinha Etiópia. Essas milícias foram expulsas de Mogadício, a capital, em dezembro de 2006, mas depois disso tomaram o controle de Kismayo, a terceira maior cidade do país.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Haider 2

Já que escrevi sobre o Haider e direitistas são os "guardiões da moral", veja esta notícia publicada hoje pela Agência Estado:

Direitista austríaco 'foi o homem de minha vida', diz sucessor

Novo líder da extrema-direita afirma que ele e Haider, morto em acidente, tinham "ligação muito especial'

Petzner era protegido de Haider (d), morto em acidente

Reuters

Petzner era protegido de Haider (d), morto em acidente

VIENA - O novo chefe do partido de extrema-direita da Áustria vem causando polêmica no país depois de dar a entender que mantinha um relacionamento homossexual com Jörg Haider, o ex-líder do partido que morreu em um acidente de carro no último dia 11. Stefan Petzner, de 27 anos, era protegido do político e deu uma série de entrevistas emocionadas após a morte de Haider.
Notícia completa: http://www.estadao.com.br/internacional/not_int265045,0.htm

Terroristas?!?

Vejam onde chegamos: o governo do Reino Unido usou as leis antiterror para congelar o patrimônio do banco islandês Landsbanki, já que Gordon Brown não gostou que o banco não tenha garantido os depósitos dos ingleses na instituição, ou seja, não gostou de uma lei de mercado, tanta vezes mencionada quando é vantagem para "as grandes nações".
A velha máxima do grande concerto mundial: os outros podem quebrar e que se ferrem, a gente inverte a lógica se a lógica for inconveniente para nós.
Os islandeses, que nem exército possuem, fizeram seu protesto. Você também pode participar:


domingo, 19 de outubro de 2008

Haider




Impressionante! No final de semana passado estive em Bressanone/Brixen, no sul do Tirol, norte da Itália. Foi interessante e, para mim, preocupante, perceber a comoção das pessoas pela morte do ultranacionalista austríaco Jörg Haider em um acidente de carro, apesar de ele estar dirigindo a mais de 140 km/h em trecho com velocidade máxima de 70km/h e com mais do triplo de álcool no sangue que o permitido na Áustria, conforme a informação de http://afp.google.com/article/ALeqM5hwJIZ0H9q63ELp9L6kGABDAnF6ZQ. Ouvi muitos lamentos, apesar de estar na Itália e Haider ser austríaco, coisa que jamais poderia imaginar. As fronteiras geográficas definitivamente são diferentes das mentais naquela região. É incrível que alguns europeus, apesar de todo o acesso disponível à boa formação que possuem, ainda não tenham aprendido nada com todas as coisas abomináveis que ocorreram durante a Segunda Guerra Mundial.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

10.000 passageiros

Ontem cerca de 10.000 passageiros de navios de cruzeiro desembarcaram em nossa ilha de 270.000 habitantes, uma verdadeira invasão. O porto estava cheio, pois os navios The Ocean Village, Ocean Village II, Holiday Dream, Carnival Destiny, Constellation e the Norwegian Pearl ancoraram lá. Em Bridgetown as ruas estavam cheias, sem espaço para os cidadãos "comuns", mas ninguém reclama, pois é exatamente esta a principal fonte de recursos de Barbados. A maioria dos navios segue uma política que não é interessante para os países do Caribe: ancora de manhã e dá no pé ainda antes do anoitecer, assim os turistas não conseguem curtir a noite no país visitado e são obrigados a consumir os produtos e serviços - mais caros - oferecidos no navio. Acima uma foto do porto de Bridgetown ontem (fonte: capa do jornal Daily Nation de hoje - 22.11.2007)

sábado, 29 de setembro de 2007

Cove Bay em St. Lucy

Cove Bay é um dos lugares mais bonitos de Barbados, fica no extremo norte da ilha. Lá há um gramado extenso e algumas falésias fantásticas. No final de semana passado fui pela primeira vez, tivemos um hash lá. Aprecie a paisagem:

domingo, 29 de abril de 2007

Austrália tricampeã!

Ontem foi realizada a grande final da Copa Mundial de Críquete 2007. Depois de 45 dias e 50 jogos, a Austrália foi a grande campeã com um feito inédito: o tricampeonato (1999, 2003, 2007). Barbados estava lotada, o jogo foi transmitido para vários países. O barbadianos, também chamados de bajans, celebraram o críquete, o maior esporte nacional daqui. Eu fiquei feliz por finalmente entender as regras deste jogo, que parece complicado, mas é relativamente simples. Saber jogar taco-bola (ou bets, como é chamado em algumas partes do Brasil) é um bom início, apesar de haver muitas variáveis envolvidas no críquete na hora de contar pontos. O Kensington Oval, foi totalmente reformado para a copa, estava lotado, cerca de 25.000 fãs. Por falta de camas disponíveis nos hotéis, vários navios de cruzeiro vieram para Barbados para servirem de hotel flutuante. 9.000 pessoas ficaram hospedadas nestes navios. Eis uma foto do porto, lotado com navios de cruzeiro, feita ontem durante o jogo:

A Austrália venceu o Sri Lanka com certa facilidade, o jogo foi transmitido para cerca de 1 bilhão de telespectadores. A copa deixou várias melhorias em Barbados, pena que algumas delas ainda não estejam completadas, como é o caso das auto-estradas. O chineses e taivaneses disputaram a preferência dos países das Índias Ocidentais que organizaram a copa (9, no total), doando milhões e milhões de dólares para a construção e reforma de estádios. O jornal Nation News (nationnews.com) estampou a vitória da Austrália na capa de hoje:

Para mais infos sobre a copa, visite o site www.cricketworldcup.com

domingo, 8 de abril de 2007

A Massai Branca

Saiu há alguns dias pela editora Ediouro/Geração o romance “A Massai Branca” (Die weiße Massai), que traduzi do alemão para o português. A experiência foi interessante, interessante também tentar entender a cabeça de quem publica, quase que eu teria de assumir em meu nome um título ridículo, algo como “Tão perto, tão longe”, para fazer jus ao gosto do brasileiro, acostumado com pouca leitura e muita novelas da Globo. Eu sempre achava curioso como que filmes com um título simples no original pudessem ser tão desvirtuados em português, algo que quase beira a comédia. Agora entendo como isto ocorre, pois aconteceu algo semelhante na hora da definição do título deste romance da suíça Corinne Hofmann. Ainda bem que o bom senso prevaleceu. Mesmo assim tiveram de tascar um subtítulo, não agüentaram (sinto muito, mas não posso assumir a responsabilidade...), o sentimentalismo do brasileiro teve de ser explorado, vejam que romântico: “A Massai Branca. Meu caso de amor com um guerreiro africano” (ISBN 9788560302024). Muito melhor, não? Soa mais “bonitinho”. Se alguém tiver interesse em ler e me dar um retorno mais tarde, eu muito agradeceria. Aqui as notas de tradução que escrevi para o romance:

Breves notas do tradutor
Vários termos usados nesta história baseada em fatos, típicos do ambiente onde ela se desenrola, parecem estranhos à primeira vista, tanto que não é possível encontrá-los em dicionários e enciclopédias de língua portuguesa. Todavia eles são automaticamente clarificados ao longo da narrativa através do contexto, como é o caso da própria palavra “massai” e de outras, tais como “moran” (guerreiro), “matatu” (perua, van, táxi coletivo) e “maniata”. No caso de “maniata”, por exemplo, haveria equivalentes em português, porém todos imprecisos para descrever este tipo de moradia massai singular, tanto que optei pela incorporação do termo original, assim como a própria autora já o fizera no alemão. “Massai” ainda não é um termo consagrado em português, mesmo em inglês, uma das línguas usada no Quênia, há variações: maasai ou masai. Em alemão e em português é necessário usar o “ss” para não alterar a pronúncia do termo. Mas também poder-se-ia cogitar o uso de “ç”, assim como já acontece em “Mombaça” (“Mombasa” em inglês). Como há uma localidade no Rio de Janeiro denominada “Maçai” e o nome de Maceió deve sua origem ao “maçai” do tupi (“maçayó” ou “maçai-ok”, “aquilo que tapa/cobre o alagadiço/o mangue”), preferi “massai”, a fim de fazer a diferenciação.
Também por fidelidade ao uso e estilo da autora, usei alternadamente “chá” e “chai”, sempre que foram usados, respectivamente, os termos “Tee” e “Chai” no original em alemão. O mesmo ocorre em alguns diálogos simples, importantes para a ambientação, usados em inglês no meio da narrativa em alemão. Inclusive há erros propositais neles, mostrando o parco conhecimento inicial do idioma, tanto por parte de Corinne quanto de Lketinga. Uma tradução destes fragmentos em inglês faria com que vários elementos extratextuais constantes na narrativa fossem perdidos. A alternância entre o uso de linguagem mais formal em alguns trechos do original e de linguagem informal em outros foi igualmente observada na tradução.
Por fim, é curioso observar que etimologicamente a palavra “Kral”, freqüentemente usada em alemão no original, também existente em inglês (“kraal”), adotada nestas línguas a partir africâner (“craal”), tenha a sua origem no português (“curral”). A presença lusa na África meridional possibilitou a incorporação do termo ao africâner. Diferentemente do português, “Kral” e “kraal” podem significar não só “curral”, mas também “vilarejo de nativos sul-africanos”. É exatamente isto que faz as línguas serem tesouros fascinantes. Boa leitura!

Barbados, Índias Ocidentais, agosto de 2006.
Marco Aurelio Schaumloeffel

St. Barths/St. Barthélemy

St. Barths, um território francês, é considerada o playground dos ricos, algo como a St. Tropez do Caribe. Sendo assim, tudo é caro, apesar da comida (segundo a Rosiane) ser muito boa. Não dá para entender, é algo estúpido, mas, por incrível que pareça, brasileiros precisam de visto para entrar em St. Barths, assim como em algumas outras ilhas francesas do Caribe (Guadalupe e Martinica). Não precisamos de visto para ir a Paris, mas para ir a St. Barths... Ir a Saint Martin, também francesa e bem próxima a St. Barths, não é problema... vá entender! Aqui algumas fotos de St. Barths: